Crítica do show do Nine Inch Nails no Lollapalooza 2014

Desde adolescente, eu amo viver “perigosamente”, rs. Fugi de casa, rs, pra ver o Smashing Pumpkins e Cure no Hollywood Rock e foi simplesmente inesquecível!

Em abril, mesmo com pouca grana, eu TINHA que ver Nine Inch Nails ao vivo. Como mencionei na resenha de A Culpa é das Estrelas, a gente tem que viver, e não sobreviver. Sim, fui ao Lolla SÓ pra ver NIN! Foi uma experiência inesquecível, pois NIN é minha banda predileta. O Trent toca o que ele quer, é temperamental, e eu amo esse cara! Ele é um tremendo de um prodígio nos instrumentos e cantando e tem uma presença de palco… sensacional. E sexy as hell! E ele demonstra com expressões faciais as músicas, pois são sobre ele. Falam que ele é egocêntrico, leiam as entrevistas dele, etc. Ele é foda! Qualquer música que tocasse seria bom, porque é Nine Inch Nails e Trent Raznor! Ele não parou, emendou uma música na outra, pulei, vibrei, senti a música no corpo, na alma…

Agora ao som de “Hurt”, a música com que ele fechou o show e… ainda não tenho palavras, apenas sentimentos… Não poderia ter sido melhor!

“What have I become, my sweetest friend, everyone I know goes away in the end!”

Ainda hoje tenho as imagens e os sons marcados a ferro e fogo na minha mente e no meu coração.

Única(s) reclamações: obrigada organizadores, por colocarem o show do Muse 10 minutos depois do NIN. Meus colegas perderam metade do show do NIN pra ver Muse. Meia hora entre um palco e outro, bravo, organizadores! Nem vou falar dos banheiros e dos preços das bebidas e comidas e dificuldade de obtê-los. Tenso.

Mas eu fui pra ver NIN, e apenas NIN. E foi uma das recentes experiências mais fodas da minha vida! Anos esperando eles voltarem (já disse que o Trent é temperamental!? rs)

Para realmente gostar de NIN, tem que entender as letras, tem que saber que é sobre ele, sobre o mundo e que, não, We’re in this together não é uma música romântica. Meu coração deu vários pulos, voltei pra casa em êxtase e fiquei dias revendo trechos do show no youtube.

Bom e ruim que ele não tocou The Perfect Drug, pois meu coração poderia ser estilhaçado. NIN, quando se entende as letras, é para os fortes de coração. Ou que sentem a dor que deve ser sentida mesclada com uma puta de música foda!

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Resenha do livro: A culpa é das estrelas – John Green

Todos somos granadas. Nascemos para viver e morrer. Somos granadas sem data certa para explodir. E devemos fazer o nosso melhor enquanto estivermos vivos. Com Hazel e Augustus não é diferente. Não é porque eles têm câncer. Quando me questionaram se a Gwen Stacey de Spider-Man morreu à toa, eu disse: Não, ela viveu. Viveu, e não apenas sobreviveu. Conheço muita gente não doente que apenas sobrevive. Triste isso.

Sinceramente achei que não ia gostar do livro. Tenho um problema pessoal com livros hypados demais. Foi assim com Anna and the French Kiss e hoje eu leio até a lista de mercado da Stephanie Perkins.

Não vou estragar a graça dizendo porque o livro tem esse título. Me diverti com o casal, com seu humor “negro”, sofri com eles. Me identifiquei com tantos pontos, mesmo não tendo câncer, porque, câncer ou não, a vida está aí e suas experiências também.

E quando a doença progride, a dor, a mágoa, a família, o pesar, tudo machuca. A demência. Mas é importante viver. E ser lembrado. Mesmo que seja por uma pessoa somente.

Fernando Pessoa dizia que depois de uns anos, das piadas dos mortos passam a nos esquecer (digo nós, pois, se estou viva, um dia também morrerei). Não digo que a leitura não doeu, mas ao contrário de muitos, não chorei. Fechei o livro várias vezes, me relacionado com muitas situações. É um livro que faz a gente pensar em agir em vez de esperar uma oportunidade melhor. Sabe por quê? Todos somos granadas. Porque não dizer “eu te amo” e a pessoa morrer e… É brutal. É visceral. É diferente da morte de um pai, de uma mãe, de avós, tios, etc. É a morte de alguém sem ligação sanguínea com a gente e que nos cativou…

Seja doença, acidente brutal… a Morte nos clama a todos. A cada dia que vivemos, podemos receber sua visita. Apesar do tom geral triste do livro, a mensagem para mim é de que devemos viver. Seguir nossos corações. Mesmo que dê errado. Temos que viver. Pois a vida é uma colcha de retalhos que vamos montando aos poucos… ou contos inacabados…

A culpa não é da estrelas, do amor ou da doença. Do pesar, dos amigos, dos amores, dos sonhos não realizados. É nossa a culpa de não abrirmos os olhos para a vida. Bela como uma flor, que fenece e morre, e não perdeu sua beleza enquanto existiu.