Rolando de rir com Unbreakable Kimmy Schmidt ♩♪♫♬♭♩♫♪♬♭♯ Pinot Noir ♩♪♫♬♭♩♫♪♬♭♯

Algumas pessoas realmente ficam presas no passado. Na chamada “era digital”, já notei que não são apenas as pessoas que eram adolescentes na década de 1990 (na qual se dizia apenas “anos 90”, obviamente porque não tínhamos virado os 2000 ainda, haha), que, em sua grande maioria, ainda agem e pensam como “antigamente”.

A série “Unbreakable Kimmy Schmidt” tem alguns momentos brilhantes, mas são sacadas que realmente falam com aqueles que “viveram” os “anos 90”. Como se referir a um iPhone como Macintosh! (E saber da curiosidade “inútil” de que Macintosh vem da maçã descoberta por John McIntosh, em 1811, uma espécie de maçã produzida no Canadá e em Nova York!

Na verdade, a série já me conquistou no primeiro episódio, com a frase “I envy you. I’ve never been able to meet me.” (Tenho inveja de você. Nunca pude conhecer a mim mesmo.) Sei que parece meio fútil apaixonar-se por uma série por causa de uma frase, mas um roteiro com frases divertidas e que logo viram máximas para camisetas é algo que acho imensamente adorável. Tendo sim vivido os anos 90, porém não parado no tempo, acho o máximo assistir a um filme, uma série, ler um livro, enfim, curtir o entretenimento cheio de referências a coisas de que gosto, como essa referência ao Macintosh e a piadinha com o Siri, haha, mas também acho incrível quando o roteiro bem elaborado tem não só situações cômicas que realmente são engraçadas em vez de serem insultantes (Two and a Half Men, estou falando com você…). Espero não me decepcionar com “Unbreakable Kimmy Schmidt” como acabou acontecendo com “The Big Bang Theory”, que acabou se transformando num aglomerado de situações forçadas (bem, querendo ou não tem alguém nessa série que esteve envolvido com Two and a Half Men, ouch!) e reciclagem de frases de efeito – como Sheldon praticamente mudando uma ou duas palavras de uma frase de efeito que foi dita por House, sobre não poder viver sem amor, mas oxigênio sendo mais importante.

Com apenas três episódios, posso dizer que UKS me conquistou, e é uma série descontraída, leve, um excelente passatempo, especialmente depois de emoções intensas causadas pela maratona de Demolidor, também uma série original da Netflix. Sobre a qual talvez eu escreva em breve. Ou não. Muitos estão falando de Demolidor, então… e só falo/escrevo quando tenho algo de útil a acrescentar.

Resumindo: UKS. Divertida, mostrando que obstáculos podem e devem ser superados. Veja tomando uma taça de Pinot Noir!